Curso Amazonia Viva – módulo 3

Os povos indígenas possuem uma ampla gama de conhecimentos, tradições e culturas, que desempenharam um papel crucial na formação, conservação e gestão sustentável dos ecossistemas amazônicos por pelo menos 12.000 anos. Seu entendimento profundo, práticas e sistemas de inovação têm sido fundamentais para a preservação desta região ecologicamente vital. Esta palestra apresentará algumas das inovações e interações entre os povos indígenas e os ecossistemas realizadas na região ao longo de milênios, muito antes da chegada dos europeus.

Povos indígenas amazônicos antes da colonização européia

Nadino Calapucha, do povo Kichwa, do Equador (comunidade Shiwakucha)

https://courses.edx.org/videos/block-v1:SDGAcademyX+AMZN001+1T2024+type@video+block@44c5237aa1834416876d1ed115aeda00

  • A Amazônia não está vazia, é habitada há pelo menos 12 mil anos
    • 16 sítios arqueológicos do Pleistoceno, início do Holoceno, com idades entre 15-8,2 mil anos
    • No início do século XVI, havia cerca de 10 milhões de indígenas na Amazônia, vivendo em pequenos assentamentos semipermanentes a grandes cidades permanentes com mais de 50 hectares
    • Alguns povos viviam na selva sem esgotar recursos
    • O clima era diferente, em média, 5 oC mais frio e em alguns lugares 50% mais seco
    • Biodiversidade também era diferente, com alguns representantes da megafauna
    • Cerca de 11,2 mil anos atrás (início do Holoceno), o clima tornou-se mais quente e úmido
    • Em Santarém, foram encontradas cerâmicas com cerca de 7 mil anos
    • Estruturas megalíticas no Amapá
    • Sociedades de Engenharia, mas eram enraizadas em sistemas de diversidade
      • diversidade ecológica
      • diversidade física e práticas
  • Muitas comunidades de plantas encontradas hoje são o resultado da interação entre processos ecológicos naturais e práticas de gestão humana
    • Os povos indígenas tem domesticado a paisagem amazônica há milênios
      • aumentar a disponibilidade de alimentos perto de suas aldeias
      • proteger plantas desejadas, usadas na alimentação, medicina, construção e higiene
        • mais de 2200 plantas usadas para diferentes fins
      • atrair polinizadores
      • dispersar sementes
      • aumentar a fertilidade do solo
        • As “Terras Pretas Indígenas” (TPI) começaram a se formar há 5500 anos e se tornaram amplamente difundidas há 2500 anos
      • Povos indígenas são gestores florestais e muitas vezes seus territórios conseguem proteger mais a floresta do que os outros tipos de áreas protegidas
  • Na Amazônia brasileira é comum a criação de de UCs de Proteção Integral, expulsando povos que ocupam essas terras
    • Direitos de garantia coletivos de terras para os povos indígenas e comunidades locais são a maneira mais eficaz de preservar a biodiversidade na Amazônia.

Perguntas:

Impactos da colonização européia nas populações amazônicas (1492-1899)

Susanna Hecht, diretora do Brazil Center na UCLA https://courses.edx.org/videos/block-v1:SDGAcademyX+AMZN001+1T2024+type@video+block@20d5700cc194407492f35e69e7d890f1

Esta palestra destaca como a chegada dos europeus, especialmente portugueses e espanhóis, levou à violência, doenças, dominação religiosa, escravização, desapropriação e, em última instância, a um declínio demográfico que contribuiu para o mito do vazio amazônico. Descubra os sistemas econômicos e religiosos utilizados para justificar a colonização europeia e o papel fundamental das commodities amazônicas nos mercados globais e na industrialização.

Os primeiros séculos de colonização

  • Quando Colombo veio, ele não sabia se estava desembarcando nas Índias ou no paraíso
    • contato com uma cultura amazônica, os Taínos (Arawakan)
    • em 1494 já existiam pinturas do Vaticano com indígenas amazônicos
  • expansão de doenças: a grande extinção
  • expansão de gado: ameaçando meios de subsistência e paisagens dos povos indígenas
  • à medida que os indígenas se mudavam eram marginalizados e paisagens perturbadas
    • sociedades reorganizadas de várias maneiras
  • justificativa de conquista espiritual
    • ocupação era encarada como Vontade de Deus e o mecanismo através do qual justificam tanto a escravidão como contribuição para “salvar” essas pessoas e convertê-las ao cristianismo
    • missões
  • escravidão e “encomienda”: a pessoa era parte do terreno e transferida com ele, como propriedade
    • a escravidão tornou-se uma das instituições que definem essas paisagens amazônicas
  • metais ouro e prata
    • a região Andina e Zona Mexicana: prata
    • as planícies amazônicas: ouro

Tempos modernos

  • expansão por commodities: cacau, quinino, látex (revolução industrial: látex usado para impermeabilização, transporte, comunicação e sistemas médicos)

Perguntas:

O comércio de escravos e a Amazônia: comunidades indígenas e afrodescendentes

Susanna Hecht, diretora do Brazil Center na UCLA https://courses.edx.org/videos/block-v1:SDGAcademyX+AMZN001+1T2024+type@video+block@00f9af6aec5b4909adf613d5389af0af

Esta palestra apresenta como a busca pelo ouro e o comércio de outras commodities-chave motivaram a escravização das populações amazônicas, tanto indígenas quanto de descendência africana. Destaca a presença de sociedades livres estabelecidas por escravos fugitivos em toda a região, e como essa história afeta a Amazônia hoje por meio de formas modernas de colonialismo, privação de direitos e exploração. Apesar dos impactos contínuos da escravidão e da violência na região, comunidades indígenas, afrodescendentes e outras comunidades locais continuam impulsionando a mudança socioecológica e política necessária para alcançar uma Amazônia verdadeiramente sustentável.

Impulsionar central da escravidão na Amazônia foi a busca do ouro

  • o que começou como elemento ornamental em sociedades indígenas tornou-se extremamente importante para o empreendimento comercial dos portugueses e espanhóis
    • embora houvesse montanhas de prata nos países andinos e México, as planícies amazônicas faziam os colonizadores sonhar com ouro
    • os indígenas já usam metais
  • as vidas e meios de subsistência dos indígenas/descendentes africanos escravizados estavam sendo desorganizados

A invenção da liberdade

  • fuga da escravidão:
    • quilombos
    • mocambos
  • estes centros de fuga foram criados em toda a Amazônia
    • eles tinham habilidades florestais
    • muita etnogênese e recriação de coisas ao longo do tempo dentro da história amazônica
  • cidadania insurgente
    • um novo tipo de cidadania que foi fundamental para fornecer direitos de terras de populações indígenas e quilombolas
    • gestão do espaço
    • sofisticação política
    • resistência, recriação e etnogênese (processo de formação e desenvolvimento de identidades étnicas distintas ao longo do tempo.)

A borracha e a revolução industrial

  • a borracha no início do século XX se equivale ao carvão e aço.

Perguntas

História e Contribuições das comunidades afrodescendentes na Amazônia

Martha Cecília Rosero-Peña, Programa de Conservação e Desenvolvimento Tropical da Universidade da Flórida e diretora da iniciativa Conservação Afro nas Américas, Conservação Internacional

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Esta palestra examina a história e as contribuições duradouras das comunidades afrodescendentes na região amazônica. Saiba como os africanos escravizados foram trazidos para as Américas como parte do Intercâmbio Colombiano, e como as plantas, animais domesticados e expertise agrícola que trouxeram impactaram significativamente as culturas, economias e culturas do Novo Mundo. Por exemplo, foi o conhecimento africano sobre cultivos tropicais, e não a engenhosidade europeia, que ajudou a estabelecer cultivos de plantação como arroz e cana-de-açúcar na região. Ao mesmo tempo, o conhecimento botânico trazido pelos povos afrodescendentes tem ajudado a conservar as florestas tropicais em toda a América, tornando-os atores-chave na luta contra as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade tanto na Amazônia quanto além dela.

Por que os africanos foram trazidos como povos escravizados para as Américas?

A conquista e colonização do “Novo Mundo” não foi um evento aleatório

  • 60 anos antes de Colombo chegar às Américas, os portugueses iniciaram a exploração e assentamento das coistas ocidentais da África
  • cerca de 80 mil viagens cruzaram o oceano transportando 12,5 milhões de pessoas para serem vendidas como produtos e escravizadas
  • cerca de 80 mil viagens transportaram mais de 12,5 milhões de africanos escravizados através do Atlântico

Cimarronagem: a fuga e o estabelecimento de quilombos

  • Essas comunidades, conhecidas como quilombos ou mocambos, representavam uma resistência ao sistema escravista e muitas vezes lutavam pela sua liberdade e autonomia. O termo também pode ser aplicado a outros contextos históricos de resistência de escravos ou pessoas oprimidas que buscam escapar do controle e da exploração de seus opressores.
    • estratégia de sobrevivência
    • escondendo-se na mata e preservando a imensa biodiversidade
  • Mais de 200 milhões de hectares com presença afrodescendente
  • Mais de 70% de cobertura natural

Qual tem sido a contribuição do continente africano e dos seus descendentes para as Américas, especialmente para as regiões tropicais?

  1. Agricultura, economias e culturas nas Américas foram grandemente influenciadas por espécies de plantas e animais domesticadas que foram transportadas juntamente com os povos indígenas africanos escravizados dos trópicos africanos
    • adaptação e cultivo de um vasto legado de espécies vegetais e de animais domésticos da África, que hoje faz parte fundamental da nutrição e cultura alimentar das Américas
      • facilitou a adaptação de outros povos estrangeiros
      • impulsionou a economia
  2. Os povos afrodescendentes foram, talvez, o único grupo estrangeiro nas Américas que manteve as florestas em pé e conservou a biodiversidade durante quase 500 anos habitando ecossistemas regionais tropicias, como a Amazônia
    • a contribuição africana foi extensamente pesquisa em ambos os lados do Atlântico e documentada sobretudo em países que não espanhol
  3. É crucial considerar os povos afrodescendentes nas Américas como atores centrais para enfrentear a dupla crise do clima e da perda de biodiversidade, a fim de evitar um ponto de não retorno.

Perguntas:

Quem é a população da Amazônia hoje?

Nadino Calapucha, Kichwa (comunidade Shiwakucha) – Equador

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Esta palestra examina as populações amazônicas atuais, destacando que a Amazônia hoje é lar de mais de 47 milhões de pessoas, sendo que 60% delas vivem em áreas urbanas. Há quase 2,2 milhões de indivíduos indígenas vivendo na Amazônia, pertencentes a mais de 410 grupos (80 optando por viver em isolamento voluntário), cada um com seus próprios valores e culturas distintas, e falando mais de 300 idiomas. Esta palestra desconstruirá alguns mitos e estereótipos contemporâneos sobre os povos indígenas da Amazônia. Saiba mais sobre outras comunidades-chave que vivem na Amazônia, como as de descendência afrodescendente (quilombolas e maroons), assim como aquelas de descendência mista (mestiços, caboclos e ribeirinhos). Descubra ameaças e tendências atuais enfrentadas por essas comunidades, incluindo a perda de idiomas e culturas devido a formas modernas de colonialismo e opressão.

Perfil demográfico

  • Pan Amazônia: cerca de 47 milhões de pessoas
    • 2,2 milhões indígenas, divididos em 410 grupos com culturas e costumes diferentes, 80 grupos em isolamento voluntário e 300 idiomas
    • povos ribeirinhos e pescadores artesanais em água doce
    • comunidades costeiras, como pescadores artesanais e coletores de caranguejos
    • comunidades com modos ligados à floresta, como seringueiros, quebradeiras de coco, catadores de açaí
    • comunidades afrodescendentes
    • agriculturores familiares e pequenos produtores
  • 60% maioria mora em grandes centros urbanos
    • Manaus mais de 2 milhões de habitantes
    • cidades mais violentas do mundo
  • 40% áreas rurais, periurbanos, territórios indígenas.
  • trabalho: a maioria é informal, 40% vive abaixo da linha de pobreza

Crescimento dos anos 2000 para cá

  • megaprojetos de infraestrutura
    • hidroelétricas
    • estradas
  • modificação da população da Amazônia
  • mineração
  • expansão agronegócio

Problemas atuais

  • conflitos territoriais
  • deslocamento forçado devido aos megaprojetos e mineração
  • violência
  • sistema de saúde precários
  • supressão constante de sua memória coletiva
  • mudanças climáticas

Perguntas:

Interconexões entre povos da amazônia e ecossitemas

Nadino Calapucha, Kichwa (comunidade Shiwakucha) – Equador

https://courses.edx.org/videos/block-v1:SDGAcademyX+AMZN001+1T2024+type@video+block@cbc4ab9cfc2e49cdb33d19c1a2b2c50d

Esta palestra argumentará que os Povos Indígenas e Comunidades Locais (PICLs) desempenham um papel crítico no uso sustentável e na conservação da biodiversidade e dos ecossistemas amazônicos. Os PICLs têm direito a condições de vida favoráveis, autonomia na tomada de decisões sobre suas vidas, territórios e recursos, incluindo propriedade intelectual derivada deles, e acesso à justiça garantindo a completa realização de seus direitos humanos. Atuando como guardiões de diversas cosmovisões, valores, instituições e sistemas de governança, os PICLs na Amazônia desempenham um papel crucial não apenas na conservação da biodiversidade, mas também na defesa da democracia em si. Esta palestra ilustrará algumas dessas cosmovisões, como a filosofia do Buen Vivir, o animismo, ne rope, etc., destacando sua importância na formação de paisagens bioculturais em toda a Amazônia.

Culturas humanas evoluíram com seus ecossistemas

  • diversidade biocultural da Amazônia é especialmente rica
    • várias identidades culturais
    • visões de mundo
    • línguas
    • formas de vida
    • sistemas de conhecimento
    • sistemas de governança
    • inovações tecnológicas
    • práticas de manejo

No Brasil, a partir da metade do século XX

  • o “desenvolventismo” e o “militarismo” sob o lema “ocupar não não entregar”
    • indígenas, afrodescendentes e outros moradores locais começaram a se mobilizar exigindo seus direitos coletivos sobre a Terra e a participação democrática
    • muitas constituições de países amazônicos realizaram reformas para garantir os direitos dos povos e comunidades locais

Na década de 90, a filosofia do BEM VIVER (Buen Vivir) na América Latina

  • Filosofia proveniente dos povos indígenas Andino-Amazônico, focado na ideia de bem-estar coletivo entre humanos e a natureza
  • contraponto à visão de desenvolvimento que perpetuaram a pobreza, a desigualdade e a destruição ambiental
    • em 2008, os princípios do Bem Viver foram incorporados à Constituição do Equador
    • em 2009, à Constituição da Bolívia
  • animais, plantas e outras entidades são seres que têm seus direitos. o cosmos é um tipo de ecossistema
    • não faz oposição natureza x cultura, corpo x mente, matéria x espírito
    • xamãs não são só responsáveis por curar doenças, mas de conseguir comunicação com outros seres
    • sistemas agrofloretais usam grande diversidade de plantas domesticadas, semidomesticadas e silvestres, com ciclos de cultivo e recuperação (para muitos povos ciclos ligados a rituais e cerimônias), com espécies para alimentação e também para a medicina
    • sistemas de governança próprios, com estratégias que regulam coletivamente o acesso, uso, gestão, circulação e controle de biodiversidade para os fins comunitários e espirituais
  • Povos ameaçados: perdendo território, cultura, língua e hábitos.

Perguntas:

Leituras adicionais:

Capítulo 8: A arqueologia nos conta como os povos Indígenas transformaram a natureza na Amazônia durante milênios, até um ponto que é difícil separar a herança natural da cultural nos dias de hoje. Também mostra que o tipo de futuro sustentável para a região deve considerar a rica herança Indígena manifestada em sítios arqueológicos e paisagens contemporâneas, bem como o conhecimento contemporâneo de sociedades tradicionais.

Capítulo 9: Este capítulo cobre a história da Amazônia entre os séculos 16 e 18, inclusive os mitos originados naquela época e que continuam até o presente, influenciando as relações políticas e sociais. Também destaca os principais atores envolvidos nesse processo e suas narrativas. Finalmente, demonstra como a extração de recursos naturais tem sido acompanhada pela submissão e exploração da força de trabalho e pelo desenvolvimento de múltiplas formas de dominação e extermínio, especialmente dos povos Indígenas, desde a era da conquista europeia.

Capítulo 10: Este capítulo explora a diversidade biocultural da Amazônia, com foco nas visões de mundo, sistemas de conhecimentos, estratégias de subsistência e sistemas de governança dos PICLs. Sintetiza os principais processos sociopolíticos que têm levado ao reconhecimento formal das terras e territórios PICLs em toda a Amazônia. Também destaca o papel fundamental dos PICLs no uso, formação, preservação e restauração dos ecossistemas e da biodiversidade da Amazônia, a despeito de processos históricos permanentes que incluem violência, desalojamento de povos de suas terras e conflitos entre as agendas de preservação e de desenvolvimento.

Capítulo 11: Este capítulo identifica os principais processos econômicos que ocorreram na Amazônia brasileira, andina e guianense, do século 19 até a década de 1970. Especificamente, o capítulo descreve a história do extrativismo e os efeitos da reconfiguração geopolítica da Amazônia depois do processo de emancipação ou descolonização. Ele analisa a extração da casca de quina (espécie do gênero Chinchona, Rubiaceae) e da borracha (Hevea brasiliensis, Euphorbiacae), bem como as características resultantes e práticas desenvolvidas por atores sociais relacionados à economia local e regional. Também descreve a história e a emergência o surgimento da exploração de petróleo e minérios (principalmente ouro), incluindo o começo do tráfico de animais selvagens e o surgimento da agricultura mecanizada, pecuária intensiva e mega infraestrutura. Finalmente, existem oportunidades para o uso de “commodities históricas” da Amazônia, como a castanha-do-pará (Bertholletia excelsa, Lecythidaceae), com base na necessidade de agregar valor a esses produtos naturais. Essas oportunidades podem ser o alicerce de novos modelos baseados na chamada bioeconomia.

Capítulo 13: Este capítulo evidencia a importância dos afrodescendentes na construção da Amazônia e de outras áreas tropicais nas Américas, além de destacar sua importância para as estratégias permanentes de desenvolvimento sustentável na região. Há um olhar tanto para os intercâmbios culturais quanto para as perspectivas sociais e históricas, enfatizando os padrões de assentamentos de terra, uso de recursos naturais e práticas de gestão. Seu foco é principalmente sobre o Brasil, Suriname e Colômbia, enfatizando a importância do envolvimento dos povos afrodescendentes na pesquisa acadêmica e política da Amazônia.

Mapas de histórias

Assignment

Mapeamento: Global Forest Watch

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O mapa deixa claro que proporcionalmente, a Colômbia tem mais Terras Indígenas (TI) reconhecidas pelo governo que todos os outros países da Pan-Amazônia.

Moro no Brasil e atualmente na região de Santarém. É chocante navegar e explorar os dados regionais. Deveríamos ter muito mais áreas protegidas. A pressão do agronegócio (que avança com a soja e com o gado), de madeireiras legais e exploração ilegal, e, por último mas não menos importante, também de ver a pressão das mineradoras e garimpo ilegal. Ao explorar o uso do terreno e ver o volume de concessões para corte e mineração na região ninguém pode dizer que há uma real intenção de conservar essa área central da floresta antepais. Não é de se estranhar o volume de alertas de desmatamento e a perda de cobertura florestal (em Valoração Florestal) e a densidade de emissões florestais de GEE entre 2001-2022.

Algo precisa ser feito? Sim, claramente. A pergunta que fica é o que pode ser feito contra a pressão de grupos tão poderosos e inconsequentes? Que os próximos módulos nos oriente e que seja fortalecida uma grande rede pan-amazônica contra os grandes poluidores e desmatadores.

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