Economia e Administração – Intro

Antiguidade Grega – desenvolvimento nos estudos político-filosóficos

Na Antiguidade Grega, a economia era compreendida como parte da filosofia e da política, estando profundamente integrada às reflexões éticas e sociais. O termo “economia” vem do grego oikonomía (administração da casa), com pensadores como Aristóteles analisando questões econômicas ligadas à justiça nas trocas, propriedade, e ao papel da riqueza na vida virtuosa. O foco estava na gestão dos recursos e na relação entre o indivíduo, a família e a polis (cidade-Estado), sem uma visão autônoma da economia como ciência.

Idade Média ou Pensamento Escolástico: doutricas teológico-filosóficas e tentativas de moralização das atividades econômicas

Durante a Idade Média, a economia foi moldada pelas doutrinas cristãs e pelo pensamento escolástico, que buscavam harmonizar teologia e filosofia. Os escolásticos, como Tomás de Aquino, defendiam que as atividades econômicas deveriam estar subordinadas aos princípios morais e religiosos. Temas como o “preço justo” e a condenação da usura (cobrança de juros abusivos) eram centrais, refletindo uma tentativa de moralizar as práticas econômicas em uma sociedade dominada pela Igreja.

Mercantilismo: expansão dos mercados consumidores e do comércio

O Mercantilismo, predominante entre os séculos XVI e XVIII, marcou uma mudança significativa no pensamento econômico. Ele enfatizava o fortalecimento do Estado por meio da acumulação de riquezas, especialmente metais preciosos, e do estímulo ao comércio exterior. A economia passou a ser vista como instrumento de poder nacional, com foco em políticas protecionistas, controle de mercados e exploração colonial para expandir mercados consumidores e garantir o fornecimento de matérias-primas.

Fisiocracia: pregava a existência de uma “ordem natural”, onde o Estado não deveria intervir (laissez-faire, laissez-passer) nas relações econômicas

A Fisiocracia, desenvolvida no século XVIII, foi uma das primeiras escolas de pensamento econômico. Os fisiocratas acreditavam que a economia seguia leis naturais, imutáveis, semelhantes às leis da física. Segundo eles, a riqueza de uma nação provinha exclusivamente da terra e da agricultura, consideradas as únicas atividades produtivas. Por isso, defendiam que o Estado não deveria intervir na economia (laissez-faire, laissez-passer – “deixai fazer, deixai passar”), pois a “ordem natural” garantiria o equilíbrio econômico. François Quesnay, principal representante da fisiocracia, apresentou essa visão no “Quadro Econômico”, destacando o papel da agricultura como motor da prosperidade.

Escola Clássica: clássicos acreditavam que o Estado deveria intervir para equilibrar o mercado (ofert e demanda), através do ajuste de preços (“mão-invisível”)

A Escola Clássica, que emergiu no final do século XVIII com Adam Smith como principal expoente, revolucionou o pensamento econômico. Smith introduziu o conceito de “mão invisível”, explicando que, em mercados competitivos, a busca individual pelo lucro beneficia a sociedade como um todo, ajustando automaticamente a oferta e a demanda. Diferente dos fisiocratas, os clássicos viam outras atividades econômicas, como o comércio e a indústria, como fontes legítimas de riqueza.

Embora acreditassem no funcionamento autônomo dos mercados, também reconheciam que o Estado deveria intervir em algumas situações. Essa intervenção incluía garantir a justiça, fornecer infraestrutura e educação, e corrigir falhas de mercado, como monopólios. Assim, o papel do Estado era limitado, mas essencial para equilibrar o sistema econômico.

Pensamento Marxista: criticava a “ordem natural” e a “harmonia de interesses”. Afirmando que ambos resultavam na concetração de renda e na exploração do trabalho

O Pensamento Marxista, desenvolvido por Karl Marx e Friedrich Engels no século XIX, questionou a visão otimista da economia proposta por escolas como a Fisiocracia e o Liberalismo Clássico. Marx criticava a ideia de uma “ordem natural” e de uma “harmonia de interesses”, alegando que essas teorias ignoravam as desigualdades estruturais do sistema capitalista. Para ele, a economia capitalista não gerava equilíbrio espontâneo, mas concentrava riqueza nas mãos da burguesia (donos do capital) à custa da exploração do proletariado (trabalhadores). Essa exploração se dava por meio da mais-valia, ou seja, o valor excedente gerado pelo trabalho e apropriado pelos empregadores como lucro.

O marxismo via o capitalismo como um sistema de classes em conflito constante, onde os interesses da burguesia e do proletariado eram irreconciliáveis. Marx previu que esse modelo, ao intensificar as contradições sociais, levaria a crises econômicas e a uma eventual revolução. Sua proposta era a superação do capitalismo por meio de um sistema socialista, onde os meios de produção seriam coletivos, buscando eliminar a exploração e distribuir a riqueza de forma mais equitativa. Assim, o Pensamento Marxista representou uma crítica radical ao modelo econômico dominante e à legitimidade de suas bases teóricas.

Escola neoclássica: o pensamento liberal se consolida e surge a teoria subjetiva do valor

A escola neoclássica, surgida no final do século XIX, consolidou o pensamento liberal ao introduzir a teoria subjetiva do valor. Diferentemente dos clássicos, que viam o valor de um bem ligado ao trabalho ou aos custos de produção, os neoclássicos afirmaram que o valor dependia da utilidade percebida pelo indivíduo e da escassez do bem. Esse pensamento enfatizou a racionalidade dos agentes econômicos e o equilíbrio de mercado como resultado das interações entre oferta e demanda. A escola também destacou a eficiência dos mercados e defendeu a mínima intervenção do Estado, pois acreditava que o mercado era autossuficiente para corrigir desequilíbrios.

Teoria Keynesiana: explicar as flutuações de mercado e desemprego (suas causas, sua cura e seu funcionamento)

Desenvolvida por John Keynes durante a Grande Depressão dos anos 1930, a teoria keynesiana buscou entender as causas e os mecanismos de flutuações de mercado e desemprego. Keynes desafiou o pensamento clássico ao mostrar que, em momentos de crise, o mercado nem sempre se autorregula. Ele destacou a importância da demanda agregada (consumo, investimento e gastos do governo) como motor da economia e defendeu a intervenção estatal para estimular a atividade econômica. Segundo Keynes, o Estado deveria investir em momentos de recessão para criar empregos e reaquecer o mercado, evitando longos períodos de desemprego e estagnação econômica.

Definição clássica: ciência que otimiza a alocação dos recursos escassos.

A economia tem na escassez sua razão de existência. Os recursos são escassos.

Famílias tomam decisões parecids com uma sociedade: o que vai ser produzido, quem faz o que, como recompensar o trabalho, como nos relacionamos uns com os outros.

OS “10 PRINCÍPIOS” DA ECONOMIA, de acordo com…

  1. TRADEOFFS: nada é de graça. Para se conseguir algo é necessário tomar decisões. A tomada de decisão exige escolher algo em detrimento de outra opção. Ex: onde dedicar tempo, gastar ou poupar dinheiro, “armas ou manteiga”, “tanques ou escola”, “poluição ou alto nível de renda”, “eficiência e equidade” (uso do recurso diponível e distribuição do recurso pela sociedade), etc
  2. CUSTO DE ALGUMA COISA, AQUILO QUE VOCE DESISTE DE FAZER PARA OBTER A COISA DESEJADA: o custo de oportunidade de um item é que se abre mão ao escolhê-lo;
  3. AS PESSOAS RACIONAIS PENSAM NA MARGEM (BENEFÍCIO/CUSTO MARGINAL): raramente as decisões são “preto no branco”, envolvem diversos tons de cinza. A decisão não é de jejuar ou comer até estourar.
  4. AS PESSOAS REAGEM A INCENTIVOS: comparação custo e benefício;
  5. COMÉRCIO PODE SER BOM PARA TODOS: onde dos jogadores ganham (a curva da indiferença…. depois, a caixa de Edward mostra como uma teoria de como o capitalismo se defende, se justifica), diz que porque isso existe as pessoas fazem o que gostam mais. rsrs
  6. MERCADOS SÃO GERALMENTE UMA BOA MANEIRA DE ORGANIZAR A ATIVIDADE ECONÔMICA: a competição é a base do capitalismo X a teoria do planejamento central (apenas o governo poderia organizar a atividade econômica promovendo o bem-estar econômico de todo o país)
  7. ÀS VEZES, OS GOVERNOS PODEM MELHORAR OS RESULTADOS DO MERCADO: Externalidades (impactos ambientais) e poder de mercado. professor ressaltou que o governo garante o direito de propriedade privada
  8. PADRAO DE VIDA VAI DEPENDER DA CAPACIDADE DE PRODUZIR BENS E SERVIÇOS: maiores das variações de padrão de vida podem ser atribuídas a diferenças de produtividade entre os países (quantidade de bens e serviços produzidos em uma hora de trabalho); a taxa de crescimento da produtividade de um país determina a taxa de crescimento de sua renda média (e também melhor nível de educação, ferramentas adequadas e tecnologia).
  9. OS PREÇOS SOBEM QUANDO O GOVERNO EMITE MOEDA DEMAIS: inflação, elevação de preços que ocorre na sociedade de forma geral; principal causa: elevação da quntidade de moeda em circulação.
  10. SOCIEDADE ENFRENTA UM TRADEOFF DE CURTO PRAZO ENTRE INFLAÇÃO E DESEMPREGO: dimuição de inflação gera desemprego e vice-versa (curva de Phillips)

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