Ligações químicas

Aula 24/10 | professor Paulo Sergio Taube (pstjunior@yahoo.com.br)

Ligação iônica – eletrostática, muito forte

Um íon dá e outro íon recebe o elétron na camada de valência, em busca de estabilidade:

  • a ligação iônica é resultado de uma interação eletrostática entre íons de cargas opostas (cátions e ânions);
  • os íons reagem entre si a fim de alcançarem a estabilidade;
  • é uma interação geralmente estabelecida entre um metal e um ametal (não metal);
  • os compostos iônicos, geralmente:
    • são duros e quebradiços;
    • têm alto pontos de fusão e ebulição;
    • conduzem corrente elétrica quando dissolvidos em água.

Na++Cl = NaCl (Cloreto de sódio ou sal de cozinha)

O Na, da família 1A na tabela periódica, tem 1 elétron na camada de valência, ficando instável, e se perder esse elétron, ficando com 8 elétrons na segunda camada ganha estabilidade; o CL, da família 7A, tem 7 elétrons na camada de valência, também precisando de 1 para ficar com 8 (regra do octeto dos gases nobres)

Mg+2+Cl = MgCl2 (Cloreto de Magnésio)

Elétrons na camada de valência: o Mg, da família 2A, tem 2 elétrons na última camada, precisando perder pra estabilizar; no Cl, da família 7A, tem 7 elétrons e precisa de 1 para estabilizar.

Al3+O2- = Al2O3 (Óxido de Alumínio)

Elétrons na camada de valência: o Al, da família 3A na tabela periódica, tem 3 elétrons na camada de valência, querendo perdê-los para estabilizar; o O, da família 6A, tem 6 elétrons na camada de valência, querendo ganhar 2 elétrons para estabilizar.

Ligação covalente

  • a ligação covalente é resultado de um compartilhamento de elétrons, geralmente estabelecida entre um ametal e um ametal;
  • os compostos covalentes são:
    • muito mais comum no planeta, principalmente por causa do carbono, que é da família 4A e tem 4 elétrons na camada de valência, podendo fazer 4 ligações

Compartilhamento de elétrons:

Apolar: entre átomos iguais (O2; H2; N3)
Cada átomo de O compartilha dois elétrons com o outro, ficando os dois com 8 elétrons na camada de valência. A representação eletrônica ou de Lewis, que faz bolinhas representando a camada de valência, representa com um traço cada ligação covalente de compartilhamento de elétrons, sendo aqui uma ligação dupla (de compartilhamento de dois elétrons)

Ligação Sigma (σ) e Pi (π)

sigma mais forte; pi mais fraca

Quando há mais de uma ligação, uma é sigma e a(s) outra(s) é(são) Pi:

  • a sigma é uma ligação frontal nos orbitais (em vermelho na imagem abaixo), entre o núcleo dos dois átomos, sendo mais forte;
  • a Pi é uma ligação paralela nos orbitais (em verde na imagem abaixo), longe do núcleo, sendo mais fraca.

Ligação coordenada, antigamente chamada de dativa

O oxigênio do meio coordena 2 eletrons com o oxigenio amarelo, fazendo uma ligação que é representada com um único traço, como uma ligação simples

Outro exemplo, CO, sendo que o C faz duas covalentes e uma coordenada simples

Outro exemplo de coordenada

O N faz uma coordenada (emprestando dois elétrons pro O acima) e duas covalentes com o O abaixo

Exceções à regra do Octeto (gases nobres) e Dueto (H e He)

Alguns compostos não precisam ter oito elétrons na camada de valência para atingir a estabilidade, são por isso considerados exceções à Regra do Octeto.

Átomos do período 2 (com até duas camadas) que são muito pequenos e por isso tem uma eletrosfera muito grudada no núcleo, sendo muito difícil pegar elétrons deles.

BeH2 , Hidreto de berílio

O Berílio (Be) é da família 2A e do 2º período. Ele tem 2 elétrons na camada de valência e tem duas camadas K e L, mas é um átomo muito pequeno, com massa muito pequena e a eletrosfera muito colada no núcleo. É díficil arrancar elétrons dele. Na ligação com o Hidrogênio (H), ele faz 2 co-valentes e fica estável com , sendo uma exceção à regra de octeto.

Por que o hidreto de berílio é um composto covalente e não iônico? Os hidretos dos outros elementos do período 2 (Sr. Becamgbara) são iônicos, ou seja, consistem em sólidos formados por um cátion M 2+ e dois ânions H hidreto (MgH 2 , CaH 2 , BaH 2 ). Portanto, BeH 2 não consiste em Be 2+ ou H – interagindo eletrostaticamente. O cátion Be 2+ é caracterizado por seu alto poder de polarização, que distorce as nuvens eletrônicas dos átomos circundantes.

BF3 , Trifluoreto de boro

O Boro (B) é da família 3A e do 2º período. Ele tem 3 elétrons na camada de valência e tem duas camadas K e L, mas é um átomo muito pequeno, com massa muito pequena e a eletrosfera muito colada no núcleo. É díficil arrancar elétrons dele. Na ligação com o Flúor (F), ele faz 3 co-valentes e fica estável com , sendo uma exceção à regra de octeto.

AlF3 , Fluoreto de Alumínio

O Alumínio atinge a estabilidade com seis elétrons na camada de valência. O átomo de Alumínio tende a doar seus elétrons e assim pode formar três ligações simples com outros átomos.

Hibridização, ressonância e orbitais sp3

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Geometria molecular

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Ligação metálica

Principais ligas metálicas

  • ouro 18 quilates (Au e Cu)
  • aço (Fe e C)
  • bronze (Cu e Zn)
  • metal monel (Ni e Cu)
  • amálgama de prata (Hg e Ag)
  • liga leve (Mg e Al)
  • solda (Pb e Sn)

Ligação polar e apolar

Na geometria molecular:

  • se a resultante for nula, a molécula é apolar
  • se a resultante for não nula, a molécula é polar.
  • se a ligação for do mesmo elemento, é apolar.

Ligação entre moléculas – intermolecular

Ponte de Hidrogênio, ligação super-forte entre moléculas

Atrações entre moléculas que contêm H ligado diretamente a um desses três elementos mais eletronegativos F, O, N.

Lembrando os elementos mais eletronegativos, do maior F para o menor H

FO NCl ➞ Br ➞ I ➞ S ➞ C ➞ P ➞ H

Dipolo-Dipolo, ligação moderada entre moléculas, mas alto ponto de ebulição

Atrações entre duas moléculas polares, que semelhante a uma pilha apresenta dois pólos – negativo e positivo.

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Na molécula de HCl (gás clorídrico) a nuvem eletrônica está mais deslocada no sentido do átomo de cloro, pois ele é mais eletronegativo que o hidrogênio.

Dipolo instantâneo gerando dipolo induzido, ligação fraca entre moléculas

As forças dipolo instantâneo-dipolo induzido ocorrem por uma deformação momentânea na nuvem eletrônica da molécula entre moléculas apolares, entre átomos de gases nobres ou entre moléculas polares e apolares. Desse modo, os elétrons se acumulam em determinado lado, que fica polarizado negativamente e o lado oposto positivamente, em razão da deficiência de carga negativa.

Quando a extremidade negativa da água H2O se aproxima do O2 e, assim, a nuvem eletrônica da molécula apolar se afasta. O oxigênio fica, então, momentaneamente polarizado e passa a interagir com a água se solubilizando nela.

Aula resumo

Moléculas diatômicas e poliatômicas

Solubilidade

  • solvente-solvente
  • soluto-soluto
  • solvente-soluto

Íon-Dipolo

Como o solvente se comporta com ele mesmo. Soluto iônico interage com a água é o íon-dipolo.

exemplo: água H2O + sal NaCl, solúvel em água

exemplo: água H2O + fosfoto de cálcio Ca3PO4, não solúvel em água

Tem duas interações, sendo muito pouco solúveis em água.

Álcool e ácidos de cadeias longas

Pouco solúvel em água

Álcool e ácido de cadeia curta

Mais solúvel em água

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